Os bastidores e os desafios de uma revista inspiradora

 

Carol Vicentin e Sérgio de Sá

 

A revista Darcy está de volta. Com ela, a vontade de fazer jornalismo cultural e científico de alta qualidade. Para marcar esta nova fase, decidimos olhar inicialmente para as pessoas que vivem e dão vida à Universidade de Brasília hoje.


As repórteres Gisele Pimenta e Serena Veloso, da Secretaria de Comunicação da UnB (Secom), entregaram-se de corpo e alma ao desafio de encontrar 50 personagens que fizessem jus à diversidade e à pluralidade da UnB. Durante dois meses, foram a campo. Marcaram entrevistas, conversaram, anotaram, escreveram, vibraram.


Não estiveram sozinhas na execução da tarefa. Na redação da Secom, Marcela D´Alessandro pesquisou e resumiu a história da UnB em cinco pontos de inegável relevância. E ficou responsável por entrevistar e transformar quatro personagens em texto. Thaíse Torres apurou, em tom emocionado, a história da amiga de Louise Ribeiro, a jovem vítima de feminicídio na UnB há pouco mais de um ano.


A jornalista Helen Lopes ficou com a difícil tarefa de resumir a trajetória de Shirley Gonçalves, assessora de imprensa da UnB que em breve se despede de nós para uma merecida aposentadoria, após mais de 36 anos de trabalho. A jovem estagiária Joana Prates colaborou na produção das reportagens, sempre com um sorriso no rosto.


Na cozinha, como diz o jargão jornalístico, a turma da diagramação formatou as páginas. Sob o comando plácido de Marcelo Jatobá – responsável por esse sensacional Darcyzinho que ilustra nossa capa e está aqui abaixo –, Ana Rita Grilo e Igor Outeiral tocaram o projeto, mas não se apegaram demasiadamente aos traços da velha e boa Darcy que criou fama em seus primeiros 15 números. Os fotógrafos da Secom procuraram sempre o melhor ângulo para registrar nossas personagens.


Esta edição é especial porque marca os 55 anos da Universidade que se pauta por ciência e ousadia, o lema das comemorações acadêmicas deste 2017. A partir de julho, a Darcy reaparecerá a cada três meses com a função de levar ao leitor o que de melhor a pesquisa universitária tem a oferecer.


Por meio das personagens da revista que você tem em mãos, entramos em laboratórios, salas, quadras, campi, casas, campos, escritórios, bibliotecas, bares, guaritas. Na companhia de Darcy Ribeiro, encontramos muita gente entusiasmada com a UnB. Estudantes, professores, técnicos, intercambistas, mães, aposentados, dançarinos, terceirizados, concurseiros. O trabalho, o estudo, a comunidade, a vida. Do título ao nome, em direção ao breve perfil de cada um.


Com um novo Conselho Editorial, a ser constituído em breve, a revista renasce dentro de contexto desafiador. Como dar conta da informação correta e justa? Como despertar o interesse de uma geração superconectada, digital, em rede? Como fazer atraente a leitura da pesquisa acadêmica quando tudo parece e aparece disponível a um clique?


Darcy estará na internet (www.unb.br/revistadarcy) para responder a essa demanda. Também no papel precisará ser “responsiva”, para usar termo de adaptação aos tempos atuais. O enorme desafio da publicação é sair da Universidade para encontrar a sociedade que deposita sua confiança em nós.


Com personagens pulsantes e momentos históricos memoráveis, damos os primeiros passos rumo ao futuro.


Boa leitura.